CENTRAL DE ATENDIMENTO
 email: atendimento@shoow.com.br
Busca:  
  • Detalhes




GILBERTO GIL

GILBERTO GIL

Gilberto Passos Gil Moreira | Salvador, Bahia, Brasil | 26/06/1942


Biografia: Gilberto Gil é uma das maiores personalidades da música brasileira, reconhecido mundialmente. Sua carreira internacional já lhe rendeu um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998 e um Grammy Latino em 2003. Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em Salvador e passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música ouvindo Orlando Silva e Luiz Gonzaga. Aos 9 anos, mudou-se para Salvador e começou a aprender acordeom. Aos 18 anos, formou o conjunto Os Desafinados. No fim dos anos 1950, influenciado por João Gilberto, passou a tocar violão. Durante a faculdade de administração de empresas, conheceu a música erudita contemporânea. Em 1962, gravou o seu primeiro compacto solo e conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte, com Tom Zé integrando o grupo, fizeram o show Nós, Por Exemplo, no Teatro Vila Velha, em Salvador. Logo em seguida, Gil mudou para São Paulo, onde trabalhou na empresa Gessy-Lever. Nessa época conheceu Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam. Em 1965, cantou a música Iemanjá, no 5o Festival da Balança, promovido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, que foi gravado pela RCA. Gil tornou-se conhecido no programa de televisão O Fino da Bossa, comandado por Elis Regina, onde apresentou, entre outras, suas composições Eu Vim da Bahia e Louvação. Com o sucesso, deixou o emprego e assinou contrato com a Philips, que lançou seu primeiro LP, Louvação, em 1967. Já no Rio de Janeiro, Gil participou de festivais da Record e da TV Rio e chegou a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o Ensaio Geral. No 3o Festival da Record, em 1967, Gil apresentou Domingo no Parque acompanhado pelos Mutantes, e conquistou o segundo lugar. Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, ficou em quarto lugar e formou, junto com Domingo no Parque, o embrião do movimento tropicalista, que misturava os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição brasileira. Diferente da Bossa Nova, o tropicalismo tinha uma proposta crítica, mostrando uma preocupação com os problemas sociais do país. Em 1968, foram lançados os LPs Gilberto Gil e Tropicália ou Panis et Circensis, disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão. Em 1969, Gil e Caetano Veloso foram taxados de subversivos pelo regime militar e partiram para o exílio na Inglaterra. Retornaram ao Brasil em 1972. Gil lançou Expresso 2222 e Refazenda. No álbum Realce, de 1979, mostrou seu interesse pelo reggae e o pop. São dessa fase os LPs Luar, Um Banda Um, Extra, Raça Humana, Dia Dorim, Noite Néon e O Eterno Deus Mu Dança. Gil trabalhou com Jimmy Cliff e em 1980 lançou uma versão em português do reggae No Woman, No Cry (Não chores mais) sucesso de Bob Marley. Em 1993, com Caetano Veloso, lançou Tropicália 2, que incluía o rap na faixa Haiti. Entre os discos Quanta e sua versão ao vivo, Quanta Gente Veio Ver, lançou O Sol de Oslo, pelo selo Pau Brasil. No ano 2000, a parceria com Milton Nascimento rendeu o disco Gil e Milton. Dentre seus muitos sucessos, os maiores foram Preciso Aprender a Só Ser, Eu Só Quero um Xodó (Dominguinhos/ Anastácia), Punk da Periferia, Parabolicamará, Sítio do Pica-pau Amarelo, Soy Loco por Ti América (com Capinam), Realce, Toda Menina Baiana, Drão, Se Eu Quiser Falar com Deus e muitas outras. De 1989 a 1992, Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo Partido Verde. Em 2 de janeiro de 2003, tomou posse no cargo de Ministro da Cultura, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do qual demitiu-se em julho de 2008, para dedicar-se à carreira artística.

  • Filmografia