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JOSE DE ABREU

JOSE DE ABREU

Jose Pereira de Abreu Junior | Santa Rita do Passa Quatro | 24/05/1946


Biografia: Com quatorze anos, José de Abreu muda-se para São Paulo e começa a trabalhar como assistente de laboratório e office-boy de um escritório de advocacia. Começou na dramaturgia no Teatro da Universidade Católica (Tuca), em São Paulo, com a peça Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto e Chico Buarque, em 1967. Ao mesmo tempo cursava Direito na PUC paulista. Um ano depois, ele estava nos palcos e nas telas de cinema como profissional. Mas sua carreira teve que ser bruscamente interrompida, por causa de sua militância política. Abreu foi preso em congresso da UNE, pertenceu à Ação Popular e deu apoio logístico à VAR-Palmares, Vanguarda Armada Revolucionária, um grupo de esquerda que combatia com ações armadas o regime militar. Mas contraditoriamente, também participou do movimento hippie, com suas viagens lisérgicas e sua filosofia de paz e amor. Obrigado a se exilar na Europa em 1968, retorna em 1974 indo morar em Pelotas, RS, terra natal de sua então mulher, a atriz e professora de teatro Nara Keiserman. Ambos dão aulas na universidade federal da cidade, mas logo mudam para Porto Alegre, onde ele produz shows musicais e encena peças infantis. É dele, junto com Nara, a primeira montagem no Rio Grande do Sul de Os Saltimbancos, de Chico Buarque. Com o sucesso do filme A Intrusa, filmado em Uruguaiana, RS, começa a fazer novelas na TV Globo. Foram marcantes seus vilões, como o Eriberto, de Porto dos Milagres. Em 2006 junta-se ao diretor Luiz Arthur Nunes, para criar Fala, Zé!, monólogo teatral em que, passa sua geração a limpo cruzando biografia e ficção. Ainda neste ano causa polêmica durante a campanha presidencial, ao pedir, num encontro político, palmas para o deputado cassado José Dirceu que, aliás, não estava presente. Em 2007, planeja produzir o documentário Uma carta para o futuro, com roteiro do escritor Moacyr Scliar. O filme vai mostrar as dificuldades dos judeus que emigraram para o Rio Grande do Sul. Em 2009 em uma de suas entrevistas José de Abereu afirma:-Fui coroinha e até seminarista.Seu último papel foi o sacerdote indiano Pandhit em Caminho das índias


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